Music in hospitalized patients: changes in heart rate

  • Gui Rego
  • Patrícia Coelho Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias
  • Alexandre Pereira Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias; Centro Hospitalar Cova da Beira

Resumo

Introduction: Music can be characterized as a representation of feelings, having also scientifically evidenced benefits in various contexts. The heart rate variability is directly related to the central nervous system and any situations that can influence it. Therefore, depending on the type of music, heart rate may be subject to changes that may be related to the emotional well-being that music stimulate. To that purpose, the main objective was to study the heart rate variation in a group of individuals exposed to music that can trigger different emotional states.

Methods: In the first phase of the study, 20 classical music songs were tested in 73 healthy subjects, in order to distinguish two songs that stimulate distinct emotions with the purpose of applying them in the second phase of the study, namely to a sample collected in 3 geographical dispersed hospitals, so as to ensure an evaluation in the same clinical contexts but different geographic locations. The two songs were applied to 50 subjects and we registered the heart rate in four different times, before and after each song with an interval of 3 minutes between each time, including a break between songs. Thus, this study is considered prospective cross-sectional with non-probability sampling technique for convenience.

Results: We found statistically significant differences in heart rate at the 2-4 moment (p = 0.04) and at the 3-4 moment (p = 0.005), with a significant correlation of the same with Gender and Moment (p = 0.019), Place and Moment / Music (p = 0.039) and Stress and Moment / Music (p = 0.030).

Conclusion: We found changes in heart rate according to the emotional nature of music, thus confirming the central research hypothesis of this study.

 

Introdução: A música pode ser caracterizada como a representação dos sentimentos, visto sermos um todo; corpo, mente e emoções, ao ajudarmos um dos três, ajudamos os outros dois.

Métodos: Neste estudo foram realizados dois momentos para a recolha da amostra. O primeiro avaliou inquéritos de 73 indivíduos que foram expostos a uma compilação de 20 músicas clássicas, de modo a obter duas músicas que desencadeassem emoções díspares com o objectivo de aplicá-las no segundo momento. Neste foram avaliados 50 indivíduos, que foram expostos às músicas seleccionadas no 1º momento, sendo monitorizadas várias variáveis que vieram depois a ser objecto de estudo, para poder confirmar ou não se existe variação da Pressão Arterial durante os dois momentos musicais. Avaliaram-se todos os valores cardiovasculares antes e após a audição de 3 minutos de cada música, intercaladas por uma pausa de 3 minutos.

Resultados: Encontramos diferenças significativas na diferença da frequência cardíaca nos momentos 2 - 4 (p = 0,04) e nos momentos 3 – 4 (p = 0,005), com uma interação significativa entre o género e os momentos (p = 0,019), local e momento/música (p = 0,039) e estresse e momento/música (p = 0,030).

Conclusão: Conseguimos perceber que existem alterações da frequência cardíaca consoante a natureza afectiva da música, confirmando a hipótese central do estudo.

Biografias Autor

Gui Rego
Pós-graduação em Análise de Dados e Gestão de Informação, Licenciatura em Cardiopneumologia
Patrícia Coelho, Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias

Doutoramento em Biomedicina, Mestrado em Intervenção Socio Organizacional na Saúde, Licenciatura em Cardiopneumologia

Alexandre Pereira, Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias; Centro Hospitalar Cova da Beira
Doutoramento a decorrer, Mestrado em Estatística, Licenciatura em Cardiopneumologia

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Publicado
2015-11-20
Secção
Educação e formação em saúde