A Força de Preensão Manual da População Adulta e a sua Relação com Condições de Saúde – Um Possível Protocolo

  • Elisabete Jorge da Costa Roldão Hospital das Forças Armadas Polo de Lisboa | Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria | Faculdade de Motricidade Humana- Universidade de Lisboa http://orcid.org/0000-0002-5317-9855
  • Augusto Gil Pascoal Professor Auxiliar | FisioterapeutaUniversidade de Lisboa | Faculdade de Motricidade Humana http://orcid.org/0000-0002-7389-1452
Palavras-chave: Taxonomia de preensões, Força de preensão, Atividades do dia-a-dia, Avaliação da mão

Resumo

A forma como as pessoas agarram os objetos, as suas implicações na saúde e na realização das atividades e tarefas do dia-a-dia e as limitações de cada preensão são importantes para a medicina, reabilitação, design de produtos, de entre muitas outras áreas. A força de preensão fornece informações importantes sobre a funcionalidade do indivíduo e ajuda na monitorização e implementação de estratégias de manutenção ou recuperação da força muscular global. O objetivo principal deste estudo é alargar a avaliação da força de preensão da mão, ampliando seu espectro para outras configurações de preensão, usadas em atividades do dia-a-dia, relacionando-as com a sua utilização funcional. Tendo como base a nova Taxonomia das Preensões, resultante de um projeto financiado pela Comissão Europeia, implementaremos três estudos. Inicialmente propomos analisar as caracteristicas das preensões da nova taxonomia e verificar se é possível serem avaliadas com o Dinamômetro G200 e o Pinchmetro P200 do Biometrics® E-Link. Seguidamente verificaremos essa possibilidade, efetuando a avaliação das preensões identificadas, em participantes saudáveis. Num segundo estudo, avaliaremos a força de preensão e pinça, nas configurações anteriormente identificadas, em participantes com patologia da mão. Os participantes serão recrutados, por conveniência, em Hospital e Clínica de Reabilitação, na região de Lisboa, Portugal. Adultos com idades compreendidas entre os 20 e os 60 anos, sem patologia da mão, integram o grupo de control. O grupo de estudo terá as mesmas caracteristicas e patologia musculoesquelética da mão ou neurológica periférica. São critérios de exclusão doenças degenerativas ou neurológicas centrais e estado de gravidez em ambos os grupos. Por fim, implementamos um estudo correlacional para verificar a possibilidade de estabelecer um quadro de valores de referência de força de preensão com diretrizes para avaliação de cada uma das preensões, os valores de força e as tarefas nas quais as preensões são executadas no dia-a-dia. O estudo encontra-se em fase de recolha de dados. Identificámos 14 preensões de mão passíveis de serem avaliadas com o Dinamômetro G200 e o Pinchmeter P200 do Biometrics® E-Link. Destas, nove são avaliadas com recurso à dinamometria sendo preensões de carácter global e cinco com recurso ao Pinchmeter pois são pinças.

Biografias Autor

Elisabete Jorge da Costa Roldão, Hospital das Forças Armadas Polo de Lisboa | Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria | Faculdade de Motricidade Humana- Universidade de Lisboa

Elisabete Roldão é professora da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria e Presidente da APTO (associação Portuguesa de Terapeutas Ocupacionais). É autora de diversas publicações e comunicações nacionais e internacionais.

 

Augusto Gil Pascoal, Professor Auxiliar | FisioterapeutaUniversidade de Lisboa | Faculdade de Motricidade Humana

Augusto Gil Brites de Andrade Pascoal. É Professor Auxiliar na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. É autor de inúmeras publicações e comunicações científicas nacionais e internacionais.

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Publicado
2018-12-30
Secção
Avaliação e Intervenção em Saúde